E, de
repente,
No trigésimo sétimo ano da minha história confusa e melancólica,
Quando tanta coisa passou,
Sofrimentos e alegrias,
Quando tantas amarguras já foram esquecidas diante do pôr do sol,
Depois de ter me achado sábio e irremediavelmente ignorante, perdido,
Às vezes, entre sonhos e lembranças,
Tons sutis de dores entre doçuras persistentes,
Depois de desistir e voltar à luta,
De chamar sem ser ouvido,
De querer sem ser atendido,
De buscar sem encontrar,
Quando a mão fria da saudade tocou de leve meu rosto
E as lágrimas vieram incontidas e salgadas
Como a onda do mar que mora em nós,
Depois de tanto esperar sem saber,
De tanto se comprometer sem necessidade,
De tanto tentar entender quando não há mais esperança de renascer o amor
Na poeira que vertem os telhados,
Caindo imperceptível no beijo de ir e vir,
No coração que dilata e quebra,
Quando nos damos conta de que somos aquilo que escolhemos
E que, muita vez, desistimos das pessoas,
Dos sonhos, da vida enfim,
Porque custamos a aceitar nossos limites nos outros;
Aí, então, você aparece
Nossa!! Sempre visito o seu blog, mas hj nao pude deixar de fazer um comentario: Linnnndo!!!!! Deu até vontade de ser esta pessoa que chegou em sua vida.
ResponderExcluirRealmewnte, Luciana tem razão. O poema é muito lindo ! Miranda Fortes
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