quarta-feira, 16 de abril de 2008

REDESCOBERTA

E, de repente,

No trigésimo sétimo ano da minha história confusa e melancólica,

Quando tanta coisa passou,

Sofrimentos e alegrias,

Quando tantas amarguras foram esquecidas diante do pôr do sol,

Depois de ter me achado sábio e irremediavelmente ignorante, perdido,

Às vezes, entre sonhos e lembranças,

Tons sutis de dores entre doçuras persistentes,

Depois de desistir e voltar à luta,

De chamar sem ser ouvido,

De querer sem ser atendido,

De buscar sem encontrar,

Quando a mão fria da saudade tocou de leve meu rosto

E as lágrimas vieram incontidas e salgadas

Como a onda do mar que mora em nós,

Depois de tanto esperar sem saber,

De tanto se comprometer sem necessidade,

De tanto tentar entender quando nãomais esperança de renascer o amor

Na poeira que vertem os telhados,

Caindo imperceptível no beijo de ir e vir,

No coração que dilata e quebra,

Quando nos damos conta de que somos aquilo que escolhemos

E que, muita vez, desistimos das pessoas,

Dos sonhos, da vida enfim,

Porque custamos a aceitar nossos limites nos outros;

, então, você aparece

E muda tudo...

001210

2 comentários:

  1. Nossa!! Sempre visito o seu blog, mas hj nao pude deixar de fazer um comentario: Linnnndo!!!!! Deu até vontade de ser esta pessoa que chegou em sua vida.

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  2. Realmewnte, Luciana tem razão. O poema é muito lindo ! Miranda Fortes

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